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O IMPACTO AMBIENTAL DO EPS

Neste capítulo são analizadas com mais pormenor, nas etapas do ciclo de vida dos produtos de EPS, as questões que tenham a ver com os aspectos ecológicos e ambientais.

APROVEITAMENTO EFICENTE DOS RECURSOS NATURAIS
O EPS é obtido a partir do petróleo, pelo que se poderá afirmar que é um consumidor desse recurso natural.
No entanto, este consumo deverá ser perspectivado.
EPS e a produção de petróleo Por um lado, a parte do consumo de petróleo destinada à produção de EPS é extremamente diminuta. Conforme é visível na ilustração anexa, se por um lado os plásticos consomem 4% do petróleo, ao EPS corresponde 2% desse valor, ou seja menos de 0,1% do total.
Por outro lado, a utilização do EPS proporciona um uso mais eficente dos recursos naturais. Como exemplo, uma moradia isolada com placas de EPS pode poupar combustível para aquecimento (ao longo de uma vida útil de 50 anos) numa quantidade equivalente de petróleo 150 vezes superior à necessária para a produção destas placas isolantes. (1)
Noutro exemplo, o baixo peso das embalagens do EPS pode proporcionar uma poupança de combustível no transporte de mercadorias da ordem de 39%, quando comparado com outros materiais de embalagem.(2)
Pode-se afirmar que o EPS é um bom exemplo do uso eficente dos recursos naturais.


ESTIRENO E PENTANO - DOIS COMPONENTES DA PRODUÇÃO DO EPS

A SAÚDE E O ESTIRENO

O estireno, o monómero do qual se produz o poliestireno expansível, é produzido industrialmente há mais de 60 anos e é empregue na produção de muitas matérias plásticas.
O estireno encontra-se igualmente em muitos alimentos naturais, tal como nos morangos, em frutos secos, nozes, feijões, cerveja, vinho, etc.
Tal como com a maioria dos produtos químicos, a exposição a grandes doses de estireno pode ser nociva para a saúde. As investigações realizadas ao longo de décadas (3)(4) demonstram, no entanto, que as concentrações de estireno presentes no EPS ou na matéria prima são completamente seguras (a matéria prima contém menos de 0,1% de estireno e o EPS consiste em 2% de poliestireno e o restante é ar), mesmo nos locais de fabrico de EPS, não sido detectado qualquer efeito sobre a saúde.
Em vários países o teor de estireno volátil está regulamentado; como a libertação de estireno pelo EPS é de tal modo reduzida, este cumpre qualquer legislação - como tal o EPS está aprovado para servir de embalagem alimentar.

A CAMADA DO OZONO E O PENTANO
O pentano não danifica a camada do ozono O pentano está incorporado no poliestireno expansível e é o gás que serve de agente expansor durante o fabrico, fazendo expandir a matéria prima e conferindo-lhe a estrutura celular.

O pentano é um hidrocarboneto saturado que pertence à mesma família de outros gases mais conhecidos como o metano(o gás natural), o propano e o butano. Tal como estes, encontra-se presente em muitos processos naturais, tal como na digestão dos animais e na decomposição de matéria vegetal pelos microorganismos. O pentano não deve ser confundido com os gases da família dos CFCs e HCFCs.
O EPS não contém nem nunca conteve CFC e HCFC Após o fabrico, o pentano é libertado para a atmosfera e converte-se por meio de reacções fotoquímicas em dióxido de carbono e água. Como não contém cloro, não pode causar qualquer danos á camada do ozono (5) - ao contrário dos agentes expansores como os CFCs e HCFCs.
As libertações de compostos orgânicos e dióxido de carbono para a atmosfera contribuem para o efeito estufa. A quantidade destes compostos atribuível à produção do EPS é ínfima quando comparada com aquela proveniente da decomposição de resíduos domésticos e outra matéria orgânica. Por exemplo, foi demonstrado que a decomposição de um copo de papel liberta 50 vezes mais metano que o pentano resultante da produção de um copo em EPS.(6)
Apesar dos baixos valores em causa, indústria está constantemente a pesquisar maneiras para reduzir o uso do pentano.
Por outro lado, ao ter em conta que o EPS é empregue como um material de isolamento, a quantidade de CO2 resultante do pentano proveniente do fabrico das placas do EPS é insignificante quando comparado com o CO2 que se evita através da poupança de combustível.
O pentano não é considerado como uma substância perigosa pelas autoridades sanitárias europeias.